Em reunião na tarde desta quarta-feira (25/3) na sede do CRM-SC, a direção da autarquia discutiu estratégias para a criação de uma campanha de divulgação dos direitos dos consumidores como forma de minimizar os riscos em tratamentos oferecidos por profissionais não habilitados ao exercício da medicina. Segundo a presidente do CRM-SC, Dra. Andréa Antunes Caldeira de Andrada Ferreira, a ideia é unir forças com o Procon Estadual e a Sociedade Catarinense de Dermatologia, viabilizando canais de esclarecimento à população.
Segundo a diretora do Procon, delegada Michele Alves, o órgão possui expertise em campanhas de esclarecimento ao consumidor através de diversas mídias. De acordo com a delegada, o órgão já conta com dois canais de denúncia que podem ser acionados pelos consumidores e que costumam receber consultas e queixas da população. O ZAP Denúncia, que atende pelo número (48) 3665-9057 e a Catarina do Procon – (48) 3665-9046, ambos através do whatsapp.
A presidente da Sociedade Catarinense de Dermatologia, Dra Mariana Sens, ressaltou que a maioria das vítimas de procedimentos executados por pessoas não habilitadas acaba buscando auxílio junto ao Sistema Único de Saúde, o que acaba onerando a sociedade como um todo. A reunião abordou a necessidade de verificar a qualificação de profissionais médicos e especialistas, sugerindo a consulta a sites oficiais e o uso do número de CRM. Uma das sugestões foi a criação de um espaço no site do PROCON com informações sobre profissionais e a possibilidade de denúncias.
Campanha de educação para reduzir riscos
A conversa ressaltou a importância de campanhas de comunicação para educar a população sobre procedimentos estéticos e os riscos de profissionais não qualificados, mencionando a necessidade de parcerias com órgãos de fiscalização e a criação de um plano de comunicação. A presidente do CRM-SC colocou a autarquia à disposição para apoiar institucionalmente a campanha, cujo projeto será elaborado pelo Procon e apresentado proximamente.
Durante a reunião foram mencionados casos de procedimentos realizados por não-médicos e a necessidade de combater a desinformação, especialmente em mídias sociais. A ideia é iniciar um projeto piloto em Santa Catarina, focando em cidades maiores, e depois expandir. A conversa finaliza com a sugestão de parcerias com ONGs de vítimas e a criação de podcasts para disseminar informações. A reunião também contou com a participação da procuradora geral do CRM-SC, Dra. Mariah Martins e da gerente de projetos do Procon estadual, Karoliny de Abreu.
